Por que as franquias são bons negócios? José Ventura, da Franchise Store, responde

Por que as franquias são bons negócios? José Ventura, da Franchise Store responde
Julia Broens

17 de outubro de 2018

Atualizado em: 6 de setembro de 2019

Dono da Franchise Store, especializada em expansão de franquias dá entrevista exclusiva à Bcredi sobre o ramo com dicas de abertura e administração do negócio.

O crescimento do setor de franquias é destaque no mercado. Uma de suas maiores vantagens competitivas diante dos outros mercados é que o investimento é realizado em negócios que geram lucro e tem processos definidos.

Para entendermos mais sobre franchising, a Bcredi entrevistou José Ventura, gerente de expansão da Franchise Store, empresa especializada expansão de algumas redes de franquias e consultoria para empreendedores. O Grupo Cherto, da qual a empresa faz parte, é uma das maiores empresas de formatação de negócios e está no Brasil há mais de 30 anos.

No ramo de franquias desde 1994, Ventura contou o porquê do sucesso do setor, quais são as características importantes para abrir um negócio e também qual é o melhor empréstimo para financiar uma franquia. Confira a entrevista completa:

Como surgiu o seu interesse por franquias?

Eu sempre trabalhei com varejo e tive negócios. Um dia, eu comecei a procurar alguma coisa pra fazer e apareceu o universo de franquias. Eu fui convidado para ajudar em operação de lojas que tinham muitas redes e comecei por aí. Não foi uma coisa pensada, mas como eu adoro isso e já trabalhava com varejo, eu segui sempre nessa veia.

O universo das franquias teve um crescimento importante nos últimos tempos, ainda que muitos negócios tenham fechado ou tenham afetado. Na sua opinião, a que se deve essa estabilidade do setor?

O que acontece é que as redes são estruturadas. Estar em uma rede para uma pessoa que está procurando um negócio e nunca trabalhou é uma segurança maior. A probabilidade de uma loja de rede fechar é muito menor do que uma loja que esteja sozinha, porque quando ela começa sozinha ou em um ramo que ela nunca esteve, ela tem um gasto de aprendizagem e às vezes esse gasto é muito alto. Quando a pessoa entra em uma rede, entra em uma coisa formatada, que está funcionando em um sistema e dá rentabilidade. Mas não é aquilo sozinho; se o franqueado não fizer a parte dele, o negócio não vai andar. Então, ele precisa trabalhar no negócio dele. E, para a franqueadora, é preciso olhar para a pessoa responsável, que ‘dói no bolso’ dela a operação lá na frente. Hoje em dia, do jeito que as coisas estão mudando muito rápido, estar abaixo de uma bandeira é muito bom para seu negócio.

A padronização das franquias ajuda nessa estabilidade?

Sim, pois são pensadas e já dão lucro assim, então funcionam. A pessoa não vai arriscar, não vai errar. Se abre uma loja sozinho, ela tem um custo para isso. Se você está na franquia, você já ganha o know-how e faz uma diferença grande.

Você lida com as duas pontas, franquia e franqueadora. Quais as diferenças entre eles?

A franqueadora tem um negócio que já está rodando e funciona. Os franqueados estão operando a loja, que funcionam e tem lucro porque tem vários operando. Existem as lojas que não vão bem, existem lojas que vão mal, existe de tudo. Mas, na minha opinião, o que faz a diferença é o operador da loja.
Tem lojas que não andam bem com aquele franqueado, você troca o franqueado e a loja vai embora. Então, não é porque a pessoa entrou em uma franquia que ela não vai precisar trabalhar, vai ter que trabalhar sim.

Existe um perfil padrão para o empreendedor de franquias? Se sim, quais as características?

Existem características diferentes por pessoas e por negócios, depende do perfil do franqueador, nesse caso. Às vezes eu estou procurando por alguém mais administrativo, às vezes eu estou procurando alguém mais focado em venda… existe essa diferença. Depende do negócio em si, porque o franqueador busca um perfil de franqueado que se adapte bem ao negócio. Não adianta eu trazer uma pessoa administrador ou financeiro para uma coisa que ele vai precisar cuidar de venda. Não é só um franqueado querer um negócio, o franqueador também tem que o querer. É uma via de duas mãos, eu costumo falar que é igual um casamento.

Qual é a maneira ideal de decidir qual será o negócio a ser aberto para cada pessoa? Existe um fator específico que defina essa busca?

Olha, tem gente que está procurando de tudo, “dando tiro pra tudo quanto é lugar”. Aqui (na Franchise Store), a gente faz uma assessoria para as pessoas que estão interessadas para sentir qual é o perfil, qual é a expertise, o que ela tem de bagagem de vida para ver se conseguimos encaixar em um ramo.

Mas, hoje, o maior balizador que existe é o valor do investimento. Suponhamos que eu tenha R$ 500 e eu quero abrir uma coisa de R$ 1 milhão, é difícil. Quando você pensa em um valor de investimento e eu preciso fazer um financiamento, esse financiamento tem que encaixar no negócio. Além disso, o negócio que está começando, não começa com o livro lá em cima, ele começa com o faturamento baixo e aos poucos vai subindo. E, às vezes, a pessoa precisa ou abrir mão do negócio ou ter esse capital para aguentar esse período em que ela está esperando a rentabilidade.

Investimento para abrir uma franquia

As pessoas desistem por falta de capital?

Se a pessoa não tiver como comprovar a renda, o franqueador não dá prosseguimento com o interessado. Se você quer montar uma franquia que custe R$500, você vai ter que provar que tem esse investimento, do contrário, você não passa das fases dos processos. O processo de você encontrar uma franquia é você buscar, conhecer o negócio, depois você vai conhecer a documentação, depois financeiro. Você tem várias etapas, como entrevista e outras coisas mais. Não é algo simples como comprar um produto.

Se tratando de empréstimos e financiamento para abertura de franquias. Como você enxerga o crédito com garantia de imóvel para esse fim, como é oferecido na Bcredi?

Eu acho que hoje é um dos únicos tipos de empréstimo que comporta para uma pessoa que queira montar um negócio e não tenha capital inteiro para isso. Por exemplo, não são todos os franqueadores que aceitam entrar com um pouco de financiamento, mas para os que aceitam, eu tenho juros baratos e eu tenho um alongamento disso para que eu consiga ter parcelas baratas. Isso faz com que eu consiga encaixar no custo. Vamos supor que ele vá pagar R$3000 de financiamento inicialmente e ele tem um lucro, depois de 1 ano de R$10.000, ele vai ficar com R$7000, porque ele não fez o investimento todo. Mas, num primeiro momento, esse custo de R$3000, ele vai ter e estará no capital de giro dele. Então, se ele tem um investimento de R$200.000 e ele tem mais R$30.000 que ele vai precisar, ele tem que calcular R$230.000 para pegar o financiamento dele para poder suportar até o negócio começar a dar rentabilidade. Isso faz parte do negócio.

Segmentos e administração de uma franquia

Quais são os segmentos e ramos mais populares e por que?

O que mais chama a atenção é a alimentação, porque ela tem um glamour. Começou com McDonalds e Burger King, você tem marcas fortes e grandes. As praças de alimentação dos shoppings estão cheias dessas marcas, então chamam bastante atenção. Os ramos de produtos de beleza, serviços e produtos naturais também vem crescendo bastante.

Quais são os maiores desafios de abrir e administrar uma franquia?

O maior deles é saber se a pessoa consegue abrir o negócio, tem gente que não consegue administrar, o perfil não permite isso. Existem também muitos interessados e candidatos que não são aprovados porque não têm condições de tocar o negócio.

Consegue elencar algumas dicas para quem quer abrir uma franquia?

Olha, tem que ter uma sinergia com a marca, com as pessoas e com o segmento que ela atuar. Não adianta, por exemplo, querer abrir uma franquia em um shopping center e não querer trabalhar final de semana e feriado, esquece. Tem que saber direito o que quer, não ‘eu vou montar aqui, mas eu moro lá e levo uma hora e meia para chegar no trabalho’: Em um primeiro momento é muito bonito, mas daqui há um ano, a pessoa não aguenta mais. Então, esses cuidados, a pessoa tem que tomar no começo.

Como se dá o processo de inovação no setor? Como enxerga o futuro das franquias? Alguma perspectiva de mudança para os próximos anos?

Novidade de ramo, sempre tem. Só pra se ter uma ideia, hoje em dia nós temos franquia de energia solar. Existem serviços aumentando muito na franquia, o comércio tem passado por mudanças, com internet e outras coisas. O funcionamento de negócios também tem passado por mudanças. A pessoa hoje que vai a uma loja, ela procura ter uma experiência, além de comprar mercadoria, então muda um pouco o negócio. As franquias fazem isso e estão testando várias coisas que vão ser modificadas ao longo do tempo – a pessoa sozinha não consegue fazer isso.

Aproveite as dicas do José Ventura para abrir seu primeiro negócio ou expandir a sua franquia. Se ainda está em dúvida de qual ramo seguir, acesse o site da Franchise Store e conte com uma consultoria gratuita.

Para seu investimento inicial, você pode entrar em contato com a Bcredi. Para abrir uma franquia, o empréstimo com garantia de imóvel, além de juros a partir de 0,99% ao mês e prazos de até 180 meses para pagar, oferece uma carência de 6 meses. Faça uma simulação de crédito aqui.

Julia Broens

Seguidora fiel do mundo financeiro, de inovação e tecnologia, escrever sempre foi uma das minhas grandes paixões. Sou formada em Comunicação Organizacional e acredito que a boa comunicação é fundamental para descomplicarmos o universo financeiro

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