Medidas práticas que o empreendedor pode tomar agora

Confira as análises de cenários e atitudes a serem tomadas, que Guilherme Favaro, CFO da Bcredi, aponta como fundamentais para o planejamento dos empresários para superar a atual crise. 

A conversa ao vivo nessa quarta-feira (25), foi com Guilherme Favaro, CFO da Bcredi e Josef Rubin, mentor da Future Education e empreendedor scale-up da Endeavor. O foco foi em medidas práticas que o empreendedor pode tomar agora para superar esse momento de crise devido à pandemia de COVID-19 no Brasil e no mundo.

Segundo Guilherme, devemos estar preparados para os próximos 18 meses, mas, logicamente existe uma luz no fim do túnel. Josef complementa: “Infelizmente, o caixa de emergência dos pequenos empreendedores, na média brasileira, é de menos de um mês. Dessa forma, muitos vão sentir muito mais dificuldade, porque é um momento de parada ou queda brusca no faturamento”, aponta. 

O CFO da Bcredi já aponta as medidas a serem tomadas: “Pra começar, nenhum empreendedor resolve nada sozinho. É preciso criar uma ‘sala de guerra’ robusta, trazendo pessoas-chave, com o espírito de sobrevivência. Pessoas que tenham habilidades com os números e que possam tomar as decisões mais sábias”, afirma Guilherme. Para ele, o norte é único: liquidez. Só com esse olhar para o caixa você vai partir para a tomada de decisões. Planilhas e análise de dados é fundamental. 

Para a análise de cenários, 3 métricas são fundamentais: 

1 Fluxo de caixa futuro – é preciso olhar para essa evolução diariamente; 

2 Vendas e retenção de clientes – adquirir novos clientes é muito caro, então foque na retenção dos clientes que já estão dentro de casa, continue em contato; 

3 Margem de contribuição – todas as decisões sobre ações e produtos precisam ter margem.

Assista ao bate-papo completo

 No pior cenário, com receita zero, como enxergamos os custos? Para Guilherme, todos os investimentos, projetos e ações secundárias precisam ser paradas. O que não é diretamente relacionado à sobrevivência, custos não necessários, precisa parar. “Caixa é prioridade. Devemos assumir que tudo é negociável, não podemos ter vergonha de conversar isso com os fornecedores, todo mundo está vivendo esse momento”, aponta.

Para equilibrar esse caixa, postergar os pagamentos obrigatórios para os próximos 60 dias é essencial. Cada economia pequena é tudo, todos os grãos vão contribuir para o todo que vai ser economizado. Mas, e os impostos? O governo está se mostrando bastante disposto a ajudar nesse sentido. As medidas provisórias que estão sendo aprovadas permitem postergar pagamentos em até 3 meses, desde imposto sobre folha de pagamento e do Simples Nacional, por exemplo.

Não é uma restrição de crédito, é uma crise de liquidez. Nesse sentido, Guilherme aponta a modalidade de empréstimo com garantia de imóvel como uma boa opção para empreendedores. “Existe a possibilidade de ter carência, além de ser uma das opções com os menores juros do mercado e prazos maiores para pagamento”, finaliza.

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Bruna Bill

É formada em Jornalismo e está sempre atenta ao contexto econômico, refletindo sobre como essas questões impactam as finanças dos brasileiros. É apaixonada por pessoas e conta nossas histórias de sucesso, com relatos que vão muito além do empréstimo, mostrando como o Crédito com Garantia de Imóvel da Bcredi mudou a vida dos nossos clientes.

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