Educação financeira: o que é, para que serve e 5 dicas para chegar lá

Calculadora, caderno e caneta na grama

Mais importante do que ter dinheiro, é saber como cuidar dele. Saber cuidar do seu dinheiro é a melhor forma de viver uma vida mais tranquila, segura e preparada para eventuais situações inesperadas.

É aí que entra a chamada educação financeira. Quando falamos de educação financeira, falamos de muito mais do que investimentos e grandes fortunas, e se engana quem pensa que ela “é só pra gente rica”. Qualquer quantidade de dinheiro se beneficia dessa sabedoria, já que o maior foco da educação financeira é saber como administrar da melhor maneira possível essa determinada quantia, de acordo com os seus objetivos e necessidades.

O que é educação financeira?

Mas afinal, o que é educação financeira? A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) define o termo “educação financeira” como um processo que melhora a compreensão e o entendimento dos produtos e serviços financeiros e como eles funcionam, capacitando as pessoas à fazerem escolhas bem informadas e realizar uma administração consciente de suas finanças, principalmente as pessoais.

Para que serve a educação financeira?

No dia a dia da maioria das pessoas, a educação financeira pessoal serve para garantir que o dinheiro que se tem e o que se ganha sejam gastos de maneira consciente, evitando dívidas e possibilitando a criação de reservas para emergências ou para a realização de sonhos no futuro.

Além disso, ela também pode ajudar quem já está endividado a quitar a dívida, ou fazer com que o seu dinheiro aumente, através de decisões inteligentes de investimentos. Para os mais jovens, uma educação financeira criada desde cedo pode ser uma das maneiras de como atingir a independência financeira de maneira mais rápida e sólida.

Uma boa educação financeira permite que você controle o seu dinheiro, ao invés de ser controlado por ele.

5 dicas preciosas de educação financeira

É um pouco difícil, para não dizer impossível, ensinar tudo o que você precisa saber sobre o assunto em um único artigo no nosso blog, mas a Bcredi separou algumas dicas de educação financeira para te ajudar a pensar um pouco melhor nas suas finanças pessoais e despertar sua vontade de ter uma educação financeira mais ampla. Confira!

1 – Acredite no poder do planejamento financeiro

Uma das maneiras mais simples e eficazes de fazer uma boa administração das suas finanças é através da realização de um planejamento financeiro. Para isso, não é preciso contratar um contador profissional que entende tudo de finanças e economia: basta separar algumas horas em um dia e reunir o máximo de informações possíveis sobre o estado atual das suas finanças.

Com todas essas informações reunidas, coloque na ponta do lápis suas fontes de renda, todos os seus gastos e despesas (desde os maiores até os menores), e considere quais são os seus objetivos financeiros para o futuro, tanto o futuro próximo quanto um futuro mais distante. A partir daí, é possível fazer uma análise dos seus gastos e determinar para onde o seu dinheiro está indo, onde é possível economizar, onde é necessário investir um pouco mais de dinheiro, e o que pode ser feito para que todas as suas necessidades sejam supridas mas ainda assim sobre uma reserva no fim do mês.

O planejamento financeiro pessoal é muito importante no dia a dia, e é essencial na hora de tomar grandes decisões, como fazer um empréstimo, comprar um imóvel ou veículo, viajar, investir em algo, entre outros.

2 – Não gaste mais do que ganha

Parece uma dica óbvia, mas ao analisar os dados de quantidade de pessoas endividadas só no Brasil, é válido reforçar: evite gastar mais do que você ganha por mês.

Em tempos de ofertas agressivas e propagandas atrativas, é cada vez mais fácil se deixar levar por desejos de compras muitas vezes adiáveis, superficiais ou até mesmo inúteis e acabar gastando mais do que o seu salário permite – o que acarreta em dívidas que aumentam mês a mês como uma bola de neve e podem se tornar uma grande avalanche financeira negativa.

Uma boa técnica que pode ser aplicada dentro do planejamento financeiro pessoal é a chamada “regra dos 50-15-35”, que funciona de maneira simples: 50% da sua renda mensal deve ser direcionada para gastos essenciais, como moradia, alimentação, transporte, entre outros; 15% para prioridades financeiras, como a quitação de dívidas, ou caso ainda não tenha nenhuma, para investimentos ou para poupar; e 35% para gastos com estilo de vida, como lazer, cuidados pessoais, entre outros – e em uma situação de emergência, são os primeiros gastos a sofrerem reduções e cortes.

3 – Esteja preparado para imprevistos

Nunca se sabe o dia de amanhã: imprevistos dos mais diversos podem acontecer de um momento para o outro, e a melhor maneira de fazer com que eles tenham a menor repercussão negativa possível é estar sempre preparado para caso eles aconteçam.

Quando se trata de finanças, a melhor maneira de fazer isso é através da economia: reserve uma quantidade de dinheiro todos os meses para manter em uma poupança ou em um investimento que permita a movimentação quando necessário – que além de manter o dinheiro guardado, faz com que ele aumente aos poucos, deixando você ainda mais preparado para algum imprevisto.

4 – Use a tecnologia a seu favor

Atualmente, uma grande maioria das pessoas no mundo tem acesso à tecnologia, principalmente aos smartphones – você provavelmente está lendo esse artigo em um! E nesses smartphones, existe uma quantidade imensa de aplicativos de finanças, sites sobre economia, cursos de educação financeira e diversos outros recursos que podem ajudar você a adquirir uma educação financeira mais ampla e a administrar suas finanças de uma maneira mais precisa e inteligente. Aproveite bem esses recursos.

5 – Pense no futuro distante

Principalmente quando somos mais jovens, guardamos dinheiro pensando no futuro, para algum objetivo específico. E geralmente, esse futuro é o que chamamos de “futuro próximo”, ou seja, um futuro que não vai demorar tanto assim para acontecer. Esse tipo de poupança é muito importante e ajuda na realização de vários objetivos ao longo da vida, como viagens ou a compra de um imóvel ou veículo.

Mas, além do futuro próximo, também é importante pensar em um futuro mais distante, quando a obtenção de uma renda mensal se torna mais difícil: a aposentadoria. Dados apontam que cerca de apenas 1% dos aposentados no Brasil são financeiramente independentes, e mais de 45% dependem de parentes – e um dos maiores causadores dessa situação é a falta da educação financeira nas escolas, e como a educação financeira no Brasil é procurada por poucas pessoas.

Depender financeiramente de outras pessoas não é a situação ideal em nenhuma fase da vida, principalmente na aposentadoria. Por isso, é importante considerar esse futuro, por mais distante que ele possa parecer às vezes, e nunca é cedo demais para começar a poupar o seu dinheiro para garantir que a sua “melhor idade” possa ser vivida da melhor maneira possível quando ela chegar.

Se você gostou de saber um pouco mais sobre a importância da educação financeira, vai adorar vários outros artigos aqui no blog da Bcredi. Continue navegando e confira mais!

Bcredi

A Bcredi é uma fintech que oferece Crédito com Garantia de Imóvel com uma das menores taxas do Brasil, de um jeito descomplicado. Nossos conteúdos te ajudam a entender melhor o universo financeiro e a fazer melhores escolhas com o seu dinheiro!

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