Como pagar a faculdade?

mulher sorrindo com capelo na cabeça
Caique Cabral

19 de setembro de 2019

Atualizado em: 20 de setembro de 2019

Quer fazer uma faculdade particular e não possui dinheiro suficiente para pagar a parcela cheia? Neste post nós iremos apresentar soluções para você!

A educação pode mudar o rumo do país. Muito mais do que ter um diploma, estudar é a melhor maneira de adquirir conhecimento e fazer a diferença na sociedade. Mas, bancar as mensalidades cobradas em muitas instituições de ensino superior privado nem sempre é fácil. Como pagar a faculdade com um salário muitas vezes de estagiário? Como se manter na faculdade com uma renda familiar reduzida?

Muitos estudantes trancam o curso superior por conta de dificuldades enfrentadas na hora de pagar a mensalidade. Se você está nessa situação, não desista do seu sonho! Saiba que existem maneiras de pagar a faculdade.

O financiamento estudantil é uma das primeiras opções que passam pela cabeça dos estudantes. Porém, nem sempre é fácil consegui-lo devido ao processo seletivo e às regras restritivas para liberação do dinheiro. Fazer financiamento em bancos requer muita atenção, já que as taxas de juros são mais altas e a dívida pode virar uma bola de neve!

A boa notícia é que existe uma modalidade de empréstimo com garantia de imóvel (EGI), que nem todo estudante conhece, na qual o solicitante encontra taxas de juros reduzidas, prazo longo para quitação da dívida e aprovação de crédito rápida.

Como pagar a faculdade?
Opções disponíveis para pagar a faculdade
Como faço para pagar a faculdade depois de formado?
Financiamento estudantil é uma boa opção?
Invista na sua educação

Como pagar a faculdade?

Estudar para ir bem no ENEM e passar no vestibular é só o começo da jornada de um aluno na faculdade. Após aprovado pela instituição de ensino superior privado, o estudante precisa ter em mente como pagar a faculdade e honrar com esse compromisso.

Nem sempre as mensalidades de faculdades privadas cabem no bolso. O site Quero Bolsa fez um levantamento em 2018, mostrando o valor das mensalidades de cursos superiores em diferentes instituições brasileiras. Na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, por exemplo, cursar Arquitetura e Urbanismo pode sair por R$ 4.621,68 por mês.

Bancar as mensalidades de uma faculdade particular não é fácil. Muitas vezes, é necessário trabalhar durante o dia e estudar à noite para conseguir custear parte dos estudos, verificar se a empresa onde você trabalha oferece benefícios aos funcionários, custeando parte da mensalidade, descolar um freela sempre é bem-vindo e até mesmo continuar morando com os pais para ter as despesas reduzidas são alternativas para os alunos darem um jeitinho de se formar.

Porém, hoje vamos mostrar algumas maneiras que estudantes podem fazer para conseguir dinheiro para pagar os estudos.

Opções disponíveis para pagar a faculdade

Existem várias maneiras de um estudante conseguir dinheiro para pagar a faculdade, confira!

1- Empréstimo com a Bcredi

Uma das maneiras mais inteligentes de conseguir dinheiro para pagar a faculdade com prestações que cabem no bolso é fazendo um empréstimo com garantia de imóvel. Mesmo que seja difícil o estudante ter um imóvel em seu nome, caso algum familiar possua uma casa, um apartamento ou até um escritório comercial quitado, será possível solicitar essa linha de crédito.

Nós da Bcredi oferecemos essa modalidade de empréstimo com taxas de juros atraentes, partindo de 0,99% ao mês, com valores disponíveis de R$ 30 mil até R$ 2 milhões. A família não se aperta na hora de pagar as prestações, já que o prazo para quitação é longo, podendo chegar a 180 meses — isso equivale a 15 anos!

Suponha que você tenha um imóvel no valor de R$ 200 mil. Aqui na Bcredi, você consegue emprestar até R$ 100 mil que pode ser utilizado para pagar as mensalidades cheias da faculdade e ainda sobra dinheiro para o aluno se manter durante os estudos.

É possível fazer uma simulação gratuita aqui e ter uma ideia de quanto ficariam as prestações. Todo o processo de solicitação é feito pela internet, com menos burocracia e sem necessidade de se deslocar a um banco — inclusive o envio da documentação é feito online! Quando o crédito é aprovado, em até 10 dias o dinheiro cai na conta do solicitante.

2 – FIES

O Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies, foi criado pelo Governo Federal pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001 e financia o valor das mensalidades de cursos de ensino superior em faculdades particulares que tenham avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

Esse financiamento garante valores parciais ou integrais das mensalidades que o estudante deve pagar na faculdade. Para se inscrever, é necessário que o candidato se encaixa em alguns requisitos: possua renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até 3 salários mínimos, tenha obtido média igual ou superior a 450 pontos e nota superior a zero na redação do Exame Nacional do Ensino Médio. O estudante deve se inscrever no processo seletivo do Fies, acessando o site do Sistema de Seleção do Fies.

Desde o segundo semestre de 2015, os financiamentos concedidos com recursos do Fies passaram a ter taxa de juros de 6,5% ao ano. Enquanto o aluno está na faculdade, deve-se fazer um pagamento trimestral no valor máximo R$ 150 para ajudar a manter o programa ativo.

Mas, como possui muitas regras para liberação, inclusive financeiras, não são todos os estudantes que conseguem usar os recursos do Fies.

3 – ProUni

O Programa Universidade para Todos, Prouni, tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação em instituições de ensino superior privadas. Criado pelo Governo Federal, é dirigido aos estudantes que concluíram obrigatoriamente o ensino médio em escolas da rede pública ou da rede particular na condição de bolsistas integrais, com renda familiar per capita máxima de três salários mínimos (para bolsas parciais) ou renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até um salário mínimo e meio (para bolsas integrais).

Também ocorre um processo seletivo. Os candidatos são selecionados pelas notas obtidas Enem, que deve ser igual ou superior a 450 pontos e não ter zerado na redação. O aluno não pode participar do processo de seleção caso já possua um diploma de graduação. As inscrições acontecem uma vez por ano aqui no site oficial.

O aluno que consegue uma bolsa do Prouni tem direito a esse benefício durante todo o tempo que estiver na graduação. É necessário que o estudante seja aprovado em pelo menos 75% das disciplinas matriculadas no período para continuar com a bolsa.

Aqui, novamente: como tem restrições de salários da família e regras para alunos de escolas públicas ou bolsistas integrais, nem todo estudante se encaixa no perfil.

4 – Financiamento estudantil com bancos

Fazer um financiamento com o banco para pagar a faculdade também é uma alternativa para custear os estudos, mas os juros são bem mais elevados se comparados com outras modalidades de empréstimo ou financiamento. Diferentes instituições financeiras oferecem essa modalidade de crédito estudantil, que deve ser avaliada com bastante atenção pelo aluno.

No Bradesco, por exemplo, é possível fazer uma simulação, selecionando a instituição de ensino conveniada ao banco e adicionando o valor total do financiamento do semestre. O Bradesco financia até 70% do valor semestral, com taxa de juros efetiva que em média de 2,56% ao mês, sendo que o aluno tem 12 meses para quitar o empréstimo.

Mas, observe que o financiamento é semestral e não referente à graduação completa! Além da parcela dividida em 12 meses, o aluno ainda deve pagar mais 30% que não foi financiado pelo banco. Após o fim do semestre, um novo contrato de empréstimo estudantil pode ser feito, mas ainda restarão parcelas do financiamento anterior… Enfim: é preciso muita atenção para não virar uma bola de neve!

Quem precisa de soluções quando pensa sobre como pagar a faculdade pode recorrer ao crédito universitário PraValer, do Itaú, que financia até 50% de cursos de graduação, pós-graduação, MBA e cursos técnicos em instituições que têm parceria com o programa. A taxa de juros varia de 0 a 2,19% ao mês, dependendo do curso escolhido pelo aluno. Mas, os outros 50% da parcela cheia da faculdade ainda devem ser custeados pelo estudante.

Em instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Inter, Santander e Banco Safra, o estudante também consegue realizar um empréstimo consignado para pagar a faculdade. As taxas de juros variam de 1,84% ao mês e 2,37% ao mês. Tudo vai depender da quantia solicitada e da aprovação do crédito. Confira abaixo um comparativo:

INSTITUIÇÃOMODALIDADETAXAS
BRADESCOFINANCIAMENTOJuros: 2,56% ao mês
ITAÚ (PRAVALER)FINANCIAMENTOJuros: De 0 a 2,19% ao mês, dependendo do curso
BANCO DO BRASILEMPRÉSTIMO CONSIGNADOJuros: 2,05% ao mês
CAIXA ECONOMICA FEDERALEMPRÉSTIMO CONSIGNADOJuros: 2,02% ao mês
BANCO SAFRAEMPRÉSTIMO CONSIGNADOJuros: 1,84% ao mês
BANCO INTEREMPRÉSTIMO CONSIGNADOJuros: 2,24% ao mês
BANCO SANTANDEREMPRÉSTIMO CONSIGNADOJuros: 2,37% ao mês
BCREDIEMPRÉSTIMO COM GARANTIA DE IMÓVELJuros: 1,09% ao mês

Fontes: Konkero, Bcredi e sites dos bancos.

5 – Bolsas de estudos

Tanto o Governo Federal quanto instituições particulares oferecem bolsas de estudos para que alunos consigam dinheiro enquanto estão na faculdade e, assim, façam o pagamento das mensalidades. Nessa linha, é possível verificar:

  • Bolsa Universidade: programa do Governo de São Paulo com instituições privadas para custeio de até 50% do valor das mensalidades de cursos de graduação;
  • Quero Bolsa: site com bolsas parciais de estudos em instituições privadas no Brasil. Os descontos são válidos até a finalização do curso e o estudante não precisa nem comprovar renda, apenas fazer o cadastro e a pré-matrícula na faculdade escolhida;
  • Bolsa Educação Santander: universitários com excelente desempenho acadêmico podem concorrer, anualmente, a uma bolsa-auxílio no valor de R$ 300 para custear os estudos em instituições privadas;
  • Educa Mais Brasil: site que oferece bolsas de estudos que chegam a 70% de desconto. A renovação da bolsa é semestral e pode ser feita até que o aluno sai da faculdade;
  • Guia do Estudante – Bolsas: site com mais de mil instituições de ensino superior parceiras que oferecem bolsas de estudo de graduação;
  • Bolsas de estudos das universidades: várias faculdades particulares têm programas de concessão de bolsas de estudos parciais ou integrais para seus alunos. Você deve ir até a secretária da faculdade e solicitar as informações. Em muitos casos, as bolsas são oferecidas após análise socioeconômica, caso o estudante tenha um desempenho ótimo no vestibular, por parentesco com outro aluno da instituição ou caso tenha alguma doença crônica. Cada faculdade atua de uma maneira diferente, por isso é importante ir até a secretária e se informar!

Como faço para pagar a faculdade depois de formado?

Quem faz um financiamento pelo Fies tem a oportunidade de pagar a dívida com a faculdade depois de formado. Isso porque, o governo entende que o aluno tem sua renda reduzida enquanto está estudando e precisa de um tempo, após a formação, para se estabelecer profissionalmente.

O pagamento da dívida com o Fies acontece em três fases. Quer ver na prática?

Vamos pegar o exemplo de um estudante que financiou um curso de graduação com duração de 4 anos:

  • Fase de utilização: durante o curso, faz o pagamento trimestral de até R$ 150;
  • Fase de carência: durante a carência, tem 18 meses após a conclusão do curso, pagando a cada três meses o valor máximo de R$ 150;
  • Fase de amortização: após o período de carência, o saldo devedor do estudante será multiplicado em até 3 vezes o período financiado da duração regular do curso. Sendo uma graduação de 4 anos, o aluno terá 12 anos para quitar a dívida, já que são [3 x 4 (referente ao período financiado do curso)].

Financiamento estudantil é uma boa opção?

Muitas pessoas recorrem aos financiamentos estudantis quando pensam em como pagar a faculdade, principalmente se for aqueles créditos cuja quitação da dívida acontece após o aluno se formar no ensino superior, como acontece com o Fies. O problema é a dificuldade na concessão desse tipo de financiamento que possui restrições e regras — definitivamente: não é para todos.

Financiar com bancos públicos ou privados requer atenção sobre as taxas de juros, que podem dobrar o valor da dívida, caso contrário a realização de um sonho pode se tornar uma dor de cabeça. Observe que nem todos os bancos financiam 100% do curso. Mesmo que a liberação parcial de crédito seja concedida, o aluno e sua família devem avaliar com atenção como irão arcar com o restante da mensalidade.

Ao fazer um financiamento, o valor liberado deve ser usado, exclusivamente, para o pagamento das prestações. Mas, os custos universitários não são apenas com as parcelas, já que é necessário colocar na ponta do lápis despesas com transporte, alimentação, livros e muitos xerox!

Nesse cenário de dificuldades, o empréstimo com garantia de imóvel é uma das opções mais inteligentes na hora de solicitar dinheiro para pagar uma dívida alta com parcelas suaves que não prejudicam o orçamento familiar.

O dinheiro liberado pode ser utilizado para pagar as mensalidades e o restante para cobrir essas despesas do aluno ao longo de seus estudos. Por ser uma modalidade de empréstimo considerada de risco baixo, podemos praticar taxas de juros competitivas que resultam em parcelas mais saudáveis que cabem no seu bolso.

Invista na sua educação

Fazer uma faculdade é o sonho de muitos brasileiros que pensam em melhores oportunidades para o futuro. Graças a essas formas que facilitam o pagamento da faculdade, ter acesso a uma boa educação fica um pouquinho mais fácil.

Estudar é um investimento que sempre vale a pena, seja fazendo novas descobertas e adquirindo mais conhecimento, já que a educação pode mudar tudo!

Organize-se financeiramente, aproveite as oportunidades do empréstimo com garantia de imóvel, de financiamento estudantil e até de descontos em diferentes faculdades do Brasil para concluir sua graduação. Você merece essa chance!

Caique Cabral

Formado em marketing e amante das letras, vejo o conteúdo como uma fonte de informação que nunca seca. Escrevo sobre finanças para além de números, sempre em busca das melhores soluções para a vida financeira das pessoas.

Um jeito descomplicado de você acompanhar as novidades do nosso blog.

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