Como funciona a portabilidade de empréstimo?

Está pensando em fazer a portabilidade, mas ainda não tem certeza se é vantajoso? Nós vamos explicar tudo pra você. Confira os detalhes!

O mercado de empréstimos pessoais vem crescendo a cada dia e, nos últimos anos, muitas pessoas tiveram acesso a mais oportunidades de conseguirem um crédito pessoal. Os motivos são muitos, desde o pagamento de dívidas até o investimento no próprio negócio. Esses empréstimos sempre foram feitos, principalmente, pelas instituições bancárias, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Hoje, no entanto, as fintechs têm sido uma opção que oferece crédito a juros mais baixos e condições mais flexíveis de pagamento, o que fez com que muitas pessoas cogitassem trocar de credor.

A portabilidade de empréstimo é uma maneira de transferir a dívida de uma instituição para outra. Esta mudança no empréstimo consignado pode acontecer por diversos motivos, como quando existem oportunidades melhores em outras empresas ou quando há a possibilidade de se aumentar o valor que lhe foi cedido. São vantagens que devem ser analisadas, uma vez que as dívidas são longas e as necessidades aparecem a todo momento.

Essa mudança pode ser realmente bastante vantajosa, mas ainda nem todos sabem que existe a possibilidade de transitar entre as instituições em busca de melhores condições de pagamento. Autorizado para pessoas físicas e jurídicas, a portabilidade de empréstimo só é realizada por meio do cancelamento do contrato anterior e da quitação antecipada (calma, nós vamos explicar!) da dívida do banco, tudo de acordo com as regras de crédito do Conselho Monetário Nacional (CMN), de 2013. 

A iniciativa foi autorizada pelo Governo Federal, no mesmo ano, para estimular a concorrência entre bancos e demais instituições financeiras. Isso porque a falta de competitividade deixa o consumidor à mercê da vontade dos bancos, que podiam cobrar a taxa que quisessem nos créditos pessoais.

Se você não está satisfeito com seu crédito atual ou ainda não sabia que existia a portabilidade de empréstimo, esse artigo foi feito para você. Nele, explicaremos tudo o que você precisa saber para tomar uma boa decisão e escolher a melhor opção para sua realidade financeira. 

Quer saber mais? Confira!

aqui as parcelas não pesam no bolso

O que é portabilidade de empréstimo ou financiamento?

A portabilidade de empréstimo pessoal consignado ou de financiamento é um procedimento que consiste na transferência da dívida de uma instituição para outra. Autorizada pelo Governo Federal por meio do Conselho Monetário Nacional (CMN), de 2013, a iniciativa deve partir do próprio cliente, sendo ele pessoa física ou jurídica.

A iniciativa foi criada para aumentar a concorrência entre as instituições, o que aumenta as opções de escolha do consumidor, incentiva a diminuição das taxas de juros e contribui para que os bancos e financeiras ofereçam vantagens diferenciadas nas suas transações.  

Essa transferência autoriza o consumidor a alterar o banco credor da sua dívida, fazendo com que as parcelas sejam enviadas para uma outra instituição que cobre juros mais baixos, ofereça maior tempo para parcelamento ou alguma outra vantagem que caia no gosto do cliente. 

É importante lembrar que o valor da dívida não é alterado, ou seja, você simplesmente transfere o débito de uma empresa para outra. O que acontece é que você acaba por pagar as parcelas com juros mais baixos, o que altera o CET (Custo Efetivo Total) do empréstimo.

A portabilidade de empréstimo é, portanto, a transferência da sua dívida de um local para outro, alterando a figura daquele para quem você deve realizar os pagamentos do seu crédito.

Como funciona a portabilidade de empréstimo?

Se você ainda não sabe como funciona a portabilidade de empréstimo, mas se interessou pelo assunto, adiante explicaremos tudo sobre a dinâmica e as etapas desta transmissão de dívida de um banco para outro.

O que acontece, na prática, é que o consumidor pode transferir o parcelamento do seu crédito de uma instituição para outra, em geral, que cobra juros mais baixos. Essa solicitação de portabilidade pode partir de uma pessoa física ou jurídica, mas é importante ficar atento aos critérios, que serão abordados neste texto. 

Imagine que o Banco A é aquele que ofereceu o crédito. O cliente, então, solicita à instituição qual o valor do saldo devedor para que a dívida seja quitada. Importante lembrar que, neste cálculo, a dívida é contada até a data de solicitação, ou seja, os juros futuros e ainda não pagos devem ser descartados. 

O cliente, então, com os cálculos em mãos, apresenta o saldo devedor ao Banco B (o que lhe parece mais vantajoso). Este, então, transfere o dinheiro para o Banco A, quitando a dívida e assumindo o novo empréstimo. 

Como você pode imaginar, o Banco B elabora um novo contrato de empréstimo ou financiamento, sob novas condições e de acordo com o que foi acordado com o cliente.

Este documento só pode ter alteração nas taxas de juros, ou seja, a dívida original e o prazo de pagamento não tem autorização para serem modificados. 

Para o consumidor, portanto, o que muda é que, agora, ele deverá para o Banco B, pagando parcelas mais baixas e com taxas de juros mais convidativas, conforme sua pesquisa apontou. 

Fique atento, porque nem todas as dívidas podem passar por portabilidade. A autorização acontece para linhas de crédito para pessoa física, como cartão de crédito, financiamento de veículo, crédito imobiliário, empréstimo pessoal, crédito consignado e cheque especial. 

Estão aptos a realizar a transmissão de dívidas as pessoas físicas que tenham contrato vigente de empréstimo com instituições integrantes do SFN (Sistema Financeiro Nacional), por isso, é bom ficar atento às empresas que oferecem juros muito aquém do praticado, pois você pode passar por alguma fraude ou ter prejuízo financeiro.

Também podem realizar a portabilidade de empréstimo os aposentados, servidores públicos, pensionistas e trabalhadores com registro na carteira de trabalho.

Baixe o infográfico e entenda das diferenças entre o crédito tradicional e o online

Como fazer portabilidade de empréstimo pessoal?

Está pensando em mudar o banco credor da sua dívida? Então preste atenção no passo a passo que preparamos para você. Você vai aprender, agora, como realizar a portabilidade de empréstimo pessoal sem passar por incômodos ou outros problemas. 

Antes de tudo, é preciso que o consumidor faça um levantamento das taxas de juros e das multas que paga na contrato atual, ou seja, antes da portabilidade. Você pode solicitar essas informações na própria instituição financeira, que tem a obrigação e lhe fornecer um papel com todos esses números e informações. 

Tenha sempre à mão as normas que autorizam a portabilidade, porque é comum que empresas adiem a entrega para não perder o valor a receber. As informações são direito do consumidor e incluem o valor total da dívida, o valor de cada parcela até o final do financiamento, data de vencimento das parcelas, taxas de juros incididas sobre o montante total do empréstimo e sobre o parcelamento, data final da quitação da dívida e todos os dados de avalistas, fiadores ou outras garantias oferecidas no contrato. 

Feito isso, é hora de pesquisar no mercado as taxas de juros cobradas por outras instituições. Lembre-se de abrir o leque de opções e evitar conferir somente os empréstimos dos bancos tradicionais, como Caixa Econômica Federal, Itaú, Banco do Brasil, entre outros. 

Essa pesquisa pode ser feita pela internet e é muito facilitada por conta de todos os valores que lhe foram fornecidos no seu banco, por isso, esta etapa deve ser rápida. Também é possível fazer esse levantamento por meio do site do Banco Central, que concentra as principais informações.

A página do BC também costuma apresentar todas as tarifas em todas as transações e ainda é uma fonte segura. É importante não deixar de lado as fintechs brasileiras, que têm oferecido cada vez mais vantagens aos consumidores.

Depois de encontrar uma instituição que oferece taxas mais atrativas, é hora de conversar com um gerente ou responsável pelo setor. Converse sobre o desejo da portabilidade de empréstimo pessoal e mostre todos os valores levantados pelo banco. Você deverá receber do novo banco uma simulação de portabilidade de crédito com todos os custos detalhados. Isso é essencial para que você visualize a composição do novo cálculo.

Neste novo cálculo devem constar o CET, que são todas as despesas incluídas na transação, inclusive taxas administrativas e demais cobranças. Esse é um detalhe muito importante, já que muitos se esquecem de conferir os custos dos novos serviços e tarifas. Caso algo lhe pareça estranho, não hesite em questionar seu gerente. 

Uma vez feitos estes processos, você deverá solicitar por escrito a transferência do crédito do banco anterior para a nova instituição escolhida. 

Você deverá realizar esses passos com bastante planejamento e análise. Lembre-se de que o que está em jogo é o seu patrimônio e suas reservas financeiras. O importante, portanto, é dar um destino vantajoso para o seu dinheiro, até para que o empréstimo valha a pena e, de fato, resolva seus problemas.

No caso de empréstimo pessoal, não deixe de questionar se há vantagens para aposentados e pensionistas. Muitas vezes as instituições reservam condições especiais para essas pessoas, já que elas têm pagamento garantido e que pode ser debitado diretamente da conta corrente. Esse é o empréstimo consignado, sobre o qual você poderá ler no tópico a seguir.

Correntistas também podem verificar se os bancos possuem vantagens para os clientes antigos. Nesses casos, inclusive, os bancos costumam liberar o contrato mais facilmente, uma vez que a empresa conhece o seu histórico financeiro e pode atestar a adimplência das parcelas. 

Como fazer portabilidade de empréstimo consignado?

Você contratou um empréstimo consignado e agora encontrou taxas mais baixas de juros e melhores condições para seu empréstimo em outro banco ou instituição financeira? Pode ficar tranquilo, você também pode fazer a portabilidade de empréstimo consignado. Você pode aproveitar as oportunidades do mercado transferindo sua dívida de um banco para o outro. O melhor é que você não precisa pagar taxas para fazer isso.

Para fazer isso, você deverá ir até o banco de escolha, ou seja, o que tem as taxas mais convidativas, e avisar a instituição a respeito da sua vontade em realizar a portabilidade do empréstimo. 

Você pode fazer, juntamente com o responsável pelo setor, o cálculo do CET do novo empréstimo e comparar com os valores do empréstimo consignado atual. Isso mostrará a você tudo o que você deverá despender para a quitação da dívida, assim você consegue ver, de fato, qual é a opção mais vantajosa.

Caso o CET do novo banco seja realmente menor, a mudança vale, sim, a pena. Isso porque o CET é composto por toda e qualquer taxa cobrada. Caso não haja benefício, não há motivo para que você realize a portabilidade e convém você continuar procurando por uma melhor opção. 

Não se esqueça de que, no empréstimo consignado, você continuará tendo as parcelas descontadas na aposentadoria ou no salário. Com a portabilidade, no entanto, esse valor deverá ser melhor ou então compreender uma margem de empréstimo maior. 

Por fim, é importante que você solicite o boleto de quitação do empréstimo consignado. Para conseguir isso, você deverá ir até a instituição financeira anterior e informar que deseja quitar o pagamento. Este boleto será pago pelo novo banco, que comprará a sua dívida e será responsável por liberar o novo empréstimo.

É preciso ficar muito atento e só pedir a emissão do boleto caso você já tenha decidido por outra financeira ou banco. Se ainda estiver em dúvidas, convém esperar que as etapas estejam mais acertadas e que sua escolha esteja feita. 

Os documentos necessários para a portabilidade do empréstimo consignado são RG, CPF, comprovante de residência, extrato do salário ou do benefício do INSS e boleto de quitação para pagamento do novo banco. 

Como fazer portabilidade de empréstimo com garantia de imóvel?

Quem já tem um empréstimo com garantia de imóvel contratado e não sabe como funciona a portabilidade, é importante ficar atento a algumas particularidades da modalidade. 

Assim como nos demais créditos, na portabilidade de empréstimo com garantia de imóvel é essencial que seja feita uma pesquisa completa e em todas as instituições constantes no SFN. Isso garante a idoneidade do banco ou da financeira e evita que você passe por incômodos e outros problemas. 

Você, neste caso, também deverá informar o novo banco sobre seu desejo de realizar a transferência do empréstimo. Apresente todos os documentos e, quando decidido, solicite a emissão do boleto para quitação da dívida.

Lembre-se de o novo banco comprará a sua dívida e as parcelas continuarão a ser cobradas de você, porém em valores mais baixos, já que você deve optar por um banco que ofereça taxas mais convidativas de juros. 

Neste caso, no entanto, você deverá também realizar a apresentação de todos os documentos do imóvel para que o novo empréstimo seja registrado no cartório de registro de imóveis. O banco anterior informará sobre a quitação da dívida e um novo banco passará a fazer parte da transação.

Para a portabilidade de empréstimo consignado, o novo banco deverá solicitar uma nova avaliação do imóvel. Em alguns casos, é possível, ainda, aumentar a margem de crédito para seu empréstimo. Isso pode ser a solução para muitas pessoas que têm altas dívidas para quitar ou que precisam investir em um negócio próprio.

O empréstimo com garantia de imóvel também pode ser utilizado para quem quer fazer reformas ou ampliações que têm como finalidade a valorização do patrimônio. 

Como fazer portabilidade de financiamento?

Quem financiou um imóvel ou outro bem também tem direito a pedir a portabilidade do empréstimo. O primeiro passo para fazer isso é pedir ao banco atual um documento com todas as informações sobre o financiamento. Esteja atento para que conste o prazo restante de pagamento, o valor das parcelas que você paga e o saldo contratual, que é o que falta ser pago para quitação do imóvel, além do CET.

Se valer a pena, é hora de, com os documentos em mãos, você começar a pesquisa por uma nova financeira. Analise as taxas oferecidas por outros bancos e veja qual o custo total de cada contrato. 

Caso o novo banco ofereça 0,5% a menos do que o atual, vale a pena realizar a portabilidade da dívida. Isso porque, embora o índice seja baixo, os valores de empréstimos e financiamentos são altos, o que pode fazer diferença no seu orçamento. 

Quando você atestar que a portabilidade vale a pena, você deverá ir ao novo banco para negociar as taxas do novo contrato. Uma vez que cheguem a um acordo, é hora da emissão do boleto da dívida para quitação. 

Lembre-se de que o valor da dívida nova deverá ser menor do que a anterior para que valha a pena e que nenhum banco pode negar a portabilidade. 

Todos os custos de transferência, como laudo de avaliação, documento de registro do imóvel e seguro de financiamento variam, portanto é importante que você analise também esses custos. 

Fazer portabilidade é vantajoso?

Para que uma portabilidade seja vantajosa, ela deverá apresentar um valor menor do que a dívida atual. É importante, para essa análise, levar em conta todos os custos e taxas incididos no valor do seu empréstimo.

O ideal é que você faça uma pesquisa entre as fintechs e novas financeiras que estão no mercado. Essas empresas têm culturas diferentes dos bancos tradicionais, prezando pela rapidez do processo e por confiabilidade nas transações.

Além disso, elas oferecem vantagens e margens de crédito diferenciadas para diferentes perfis de consumidores. O importante, portanto, é que você realize uma pesquisa completa e com um olhar bastante analítico.

Você poderá aproveitar essas facilidades para investir seu dinheiro em um novo negócio, pagar as dívidas ou até realizar a viagem dos sonhos com a família.

Viu como pode ser fácil fazer portabilidade de empréstimo? Para avaliar as opções com mais assertividade, não deixe de simular seu empréstimo no simulador descomplicado da Bcredi e faça o melhor por seu patrimônio e sua família.

Bcredi

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