Como calcular o INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor

Quer saber o que é e como calcular INPC? Confira a seguir tudo o que você precisa saber sobre os índices da inflação, INPC e IPCA!

Se você chegou aqui querendo saber como calcular o INPC é porque você já sabe a importância desse indicador, né? Afinal, quem nunca se deparou fazendo a mesma compra de mercado todo mês e vendo o valor subir, sem necessariamente ter incluído novos itens na lista? E aquela comparação natural de que “uns anos atrás meu dinheiro sobrava no final do mês e agora mal dá pra pagar as contas”? Pois é, isso acontece por causa da inflação, um índice usado para explicar o aumento do custo de vida da população, a partir de uma lista básica de produtos e serviços como alimentação, saúde, habitação, transporte, educação, roupas e outras despesas pessoais.

Existem vários indicadores do cálculo da inflação no Brasil, como a taxa SELIC por exemplo, mas o principal deles é o IPCA: Índice de Preços para o Consumidor Amplo. E, para acompanhar o IPCA existe o INPC: Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que basicamente também demonstra a variação do custo de vida da população, mas sendo uma média dos IPCs (Índice de Preço ao Consumidor) de todos os estados. Parece complexo né? Mas calma! Nesse post a gente vai te contar mais sobre o que é a taxa INPC, como calcular inpc acumulado, qual o IPCA 2019, e INPC 2019,  como é calculado o reajuste salarial, e como tudo isso influencia diretamente nas suas despesas e até na hora de pedir um aumento!

O que é INPC e como é calculado?

O INPC ou Índice Nacional de Preços ao Consumidor foi criado em 1979 com o objetivo de mensurar o custo de vida das pessoas com renda de até 5 salários mínimos. Para isso, o IBGE faz uma pesquisa com esse público para compreender os preços pagos nos itens básicos como habitação, alimentação, roupas, saúde, educação e transporte. Esse índice varia muito de acordo com vários fatores e é a média nacional feita com base nos valores apresentados em 13 capitais brasileiras.

Na prática funciona da seguinte maneira: o IBGE identifica, através da coleta de dados do SNIPC – Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor – os custos das famílias com renda de até 5 salários (faixa que corresponde à renda de 50% da população Brasileira), compreende quanto elas gastam em cada um dos itens que falamos e chega em um valor médio do IPC (Índice de Preços ao Consumidor). Com o número definido para cada estado é calculado o valor nacional e por isso INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Mas qual é exatamente o cálculo do INPC? São coletadas informações de 13 capitais brasileiras: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Goiânia, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória, sobre o custo de mais de 400 produtos e serviços. Esses valores variam de acordo com a inflação e até questões particulares de cada estado, como por exemplo o sistema de transporte, e até a qualidade do ensino, que pode influenciar na escolha das famílias em ter os filhos estudando em escolas particulares ou públicas.

Quais fatores são considerados para o cálculo?

Para compreender bem qual é o IPC de cada estado e então o INPC, número que representa a média nacional do custo de vida de aproximadamente metade da população, 13 cidades são foco da pesquisa que analisa categorias como comidas e bebidas, artigos para casa, custos de moradia, educação, saúde (desde despesas médicas até cuidados pessoais), transporte (serviço público, gasolina, aplicativos de transporte e meios de locomoção em geral), roupas e artigos de vestuário e outras despesas pessoais.

Para ver o real impacto dos gastos, o IBGE adotou pesos diferentes para cada um dos itens, dando um peso maior para os produtos e serviços mais básicos como alimentação e bebidas e um peso menor para educação, por exemplo.

gráfico com cálculo do inpc em diferentes segmentos

Fonte: IBGE

As cidades onde a pesquisa acontece também tem pesos diferentes, e isso acontece pela quantidade de pessoas entrevistadas em cada local, sendo São Paulo, Salvador e Belo Horizonte as cidades com maior peso e Campo Grande, Vitória e Brasília, com menor peso. Veja:

  1. São Paulo — 24,24%;
  2. Salvador — 10,67%;
  3. Belo Horizonte — 10,60%;
  4. Rio de Janeiro — 9,51%;
  5. Porto Alegre — 7,38%;
  6. Curitiba — 7,29%;
  7. Recife — 7,17%;
  8. Belém — 7,03%;
  9. Fortaleza — 6,61%;
  10. Goiânia — 4,15%;
  11. Brasília — 1,88%;
  12. Vitória — 1,83%;
  13. Campo Grande — 1,64%.

O que é e como é calculado o IGP-M?

Agora você deve estar pensando “Mesmo sem saber como é calculado o INPC, eu já sabia que os custos aumentam e que a inflação infuencia muito nas minhas contas. Como posso usar isso ao meu favor?” E é aí que entra o IGP-M – Índice Geral de Preços de Mercado. Ele é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para compreender o impacto da inflação na economia que vai desde a macroeconomia que é relacionada à produção e comercialização de matérias-primas na agricultura e indústria até a microeconomia que são os preços com que os produtos finais chegam ao mercado para você consumidor comprar.

Esse índice comprova claramente como os preços aumentam ou diminuem e justificam ainda mais o IPC e INPC. Com o IGP-M a gente pode começar a falar de como calcular correção monetária pelo INPC. A correção pelo INPC ajuda a medir, por exemplo, a variação de valores de investimentos e para isso você pode usar a calculadora INPC do Banco Central que traz os valores corrigidos de acordo com o índice que você selecionar (INPC, IPCA IGP-M e outros). Outro impacto prático e direto do cálculo da correção pelo INPC é na hora de avaliar se seu salário tem acompanhado a variação ou se está na hora de pedir um aumento de salário de acordo com a correção monetária.

Influência do IPCA no Mercado Imobiliário

Você já viu que os índices de preços influenciam nos seus gastos, nos seus investimentos, no seu salário… Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) influencia bastante no mercado imobiliário. O IPCA, diferente do INPC, tem seu cálculo feito na população de maneira ampla, considerando rendas entre 1 e 40 salários mínimos, então tem padrões de vida extremamente variados. Por isso, a influência no mercado imobiliário vem de diversas situações: desde preços de matéria-prima da indústria de construção que aumentaram por causa da inflação e impactaram nos preços dos imóveis construídos em determinados períodos; aluguéis que precisam aumentar o valor na renovação do contrato por causa da correção monetária; até pessoas que, pela combinação de uma alta da inflação que acaba em corte de gastos ou até a perda do controle da vida financeira e algumas dívidas, acabam não pagando aluguéis ou abrindo mão da compra de um imóvel para viver na casa de um parente e economizar. E o pior: esse segundo caso pode acabar tendo um efeito ainda maior, contaminando as finanças do dono da casa com gastos maiores de luz, água, alimentação etc e gerando uma grande bola de neve.

Evolução do IPCA desde 2017

Como já falamos, o IPCA varia muito por ser o principal reflexo das altas e baixas da inflação na vida dos consumidores. Bom, mas como saber qual é o IPCA 2019? O IPCA é um índice mensal, mas também apresenta o valor acumulado por ano, que corresponde também ao valor da inflação acumulada. A projeção atual do IPCA para 2019 passou recentemente de 3,71 para 3,65.

Desde 2017, ele já passou por valores como 0,07 em março de 2018 e 0.77 em março desse ano. Uma alta significativa em um período de 1 ano. Confira abaixo os valores mensais de 2017 até esse mês.

Evolução do IPCA desde 2017
201720182019
Mês%Mês%Mês%
Jan0,42Jan0,23Jan0,36
Fev0,24Fev0,18Fev0,54
Mar0,32Mar0,07Mar0,77
Abr0,08Abr0,21Abr0,60
Mai0,36Mai0,43Mai0,15
Jun0,30Jun1,43Jun0,01
Jul0,17Jul0,25Jul0,10
Ago0,03Ago0,00Ago0,12
Set0,02Set0,30
Out0,37Out0,40
Nov0,18Nov0,25
Dez0,26Dez0,14

Fonte: Ecalculos

As movimentações da inflação são o cerne das melhorias e quedas da economia. Por isso, ficar atento aos índices que monitoram a inflação e seu impacto nos seus custos diários e consequentemente na sua renda é muito importante para organizar sua vida financeira e fazer planejamentos de longo prazo como investimentos, compras de imóveis e contratos de aluguel e até para pedir um reajuste de salário quando ele não está acompanhando as correções.

Tendo tudo isso em mente, você consegue compreender melhor os momentos de alta e baixa e tomar boas decisões financeiras.

Outra coisa que vai te ajudar a colocar as finanças em dia e conquistar seus objetivos é manter a organização e para deixar isso mais fácil, você pode acessar nosso checklist de finanças e começar a colocar seus números na ponta do lápis.

Caique Cabral

Formado em marketing e amante das letras, vejo o conteúdo como uma fonte de informação que nunca seca. Escrevo sobre finanças para além de números, sempre em busca das melhores soluções para a vida financeira das pessoas.

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